ABERTURA

 

Estudo internacional desmistifica a controvérsia do impacto da chupeta no aleitamento materno

Pesquisa inédita realizada em Bueno Aires revela que a chupeta, quando oferecida no momento em que a amamentação está estabelecida, não prejudica o aleitamento materno e pode contribuir para a redução de chances de morte súbita - Ela é usada há três mil anos para “acalmar” os bebês. Algumas mães são fãs, outras não gostam muito da idéia de oferecer a chupeta para os filhos. A mesma polêmica acontece no meio médico, sobretudo porque relacionam o uso da chupeta com prejuízos ao aleitamento materno.

Contudo, um estudo que será apresentado no Simpósio Internacional da Maternidade Santa Joana, em São Paulo, revela uma conclusão que poderá ajudar as mães nessa escolha tão difícil. Ao contrário do que muitos imaginam, as conclusões apontaram que oferecer a chupeta aos 15 dias de vida do bebê não interfere no aleitamento materno.

Além disso, a iniciativa de oferecer a chupeta em paralelo à manutenção do aleitamento já estabelecido pode contribuir também para a re dução das chances de morte súbita do bebê.

A pesquisa inédita foi realizada em Buenos Aires e analisou o comportamento de 1.000 (mil) bebês recém-nascidos. Para metade deles foram oferecidas chupetas a partir do 15º dia de vida e para a outra metade não foi introduzida a chupeta. A amostra contou com 3/4 de bebês provenientes de hospitais privados e 1/3 de hospitais públicos, com mães com idade média de 29 anos.

As conclusões do estudo apontaram que 86% dos bebês observados não tiveram interferência ou diminuição no aleitamento materno até os três meses de vida. O assunto é motivo de controvérsia entre as mães e também entre os médicos.

“A principal dica que o estudo nos oferece é que uma vez que a amamentação materna esteja bem estabelecida, a chupeta poderá ser usada para acalmar o bebê em casos de dor ou no auxilio para adormecer. Porém seu uso dever ser limitado e somente após 15 dias de vida para não interferir na dinâmica inicial da amamentação. Alguns dados sugerem também que o uso da chupeta pode contribuir para a redução das chances da morte súbita do lactente, um fenômeno muito raro que leva os bebês à morte durante o sono, sem explicação médica”, comenta a pediatra neonatologista do Hospital Santa Joana, Débora Passos.

Objeto também substitui o dedo

Ela acalma a criança, propiciando menos gasto energético, dá ritmo, coordenação, força muscular e melhora a oxigenação transcutânea ("aproveitamento" do oxigênio através da pele), e evita o sugar o dedo, que pode se tornar um hábito (no início como pacificador de uma necessidade sensório motora e futuramente trazendo danos às áreas fonoarticulatórias).

O hábito de sugar o dedo, promove o padrão anteriorizado da língua entre as gengivas ou dentes, causando deformação na arcada dentária e alteração da produção de sons como: T, "te", D "de", S "se", Z "ze" e N "ne" . Pode ainda se tornar um apoio a situações de frustração sócio afetivas. O desaparecimento deste hábito é extremamente difícil, uma vez que o dedo tem presença constante no esquema corporal.

Recomenda-se então o uso da chupeta ortodôntica, devido a sua forma anatômica semelhante ao seio materno. Esta semelhança com o mamilo permite a elevação da ponta da língua na cavidade oral, estimulando a preparação das zonas de contato da língua para uma deglutição que não provoque alteração da arcada dentária, e também ajudando a produção dos sons como: T "te”, D "de", N "ne" ,L "lê”, R "re" e " lhe". Sua forma permite também uma melhor pressão dos lábios em virtude de seu formato achatado e bulbo curto.

Porém, o uso da chupeta não deve se estender além do final do segundo ano de vida, pois então ela se tornaria prejudicial.

Faz-se necessário então, a disciplina com relação à utilização da mesma. Quando a criança fica acordada por um período de tempo maior, é conveniente não utilizá-la, neste tempo a criança entretêm-se com as mãos, explora brinquedos, balbucia como forma de exercitar a musculatura oral.

Aconselha-se o uso da chupeta em situação de cansaço e sono. Depois que a criança já está em sono profundo a mesma deve ser retirada.

 






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